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O ECO doa seu acervo à Biblioteca Municipal Orígenes Lessa
Entrega foi feita na última quinta-feira, no Espaço Cultural; conteúdo será digitalizado e disponibilizado em digitais
O ECO doa seu acervo à Biblioteca Municipal Orígenes Lessa
REGISTRO - Entrega foi formalizada com a assinatura do termo de doação por ambas as partes
Na tarde da última quinta-feira, dia 30 de junho, colaboradores de O ECO e da Diretoria de Cultura de Lençóis Paulista se reuniram no Espaço Cultural Cidade do Livro para a formalização da doação do arquivo físico do jornal ao acervo histórico da Biblioteca Municipal Orígenes Lessa (BMOL), um momento importante para o jornal e para a cidade, pois representa a preservação de quase 80 anos da história local.
Na ocasião foram entregues todos os exemplares contidos no arquivo mais antigo de O ECO, desde as primeiras publicações de 1938, quando foi fundado pelo jornalista e historiador Alexandre Chitto, até o ano de 2006, quando houve a fusão com o Jornal Folha Popular. O arquivo dos últimos 10 anos foi mantido no acervo do jornal, já que já também consta em sua totalidade na BMOL.
O sócio-proprietário de O ECO, Moisés Rocha, que não pôde estar presente por questões profissionais, destacou que a doação do arquivo concretiza um desejo antigo, que o acompanhava desde 2004, quando comprou o jornal, e que o fato de o acervo - que era particular e passa a ser um patrimônio público - ir para as dependências do Espaço Cultural garante a preservação da história nele contida, pois o local reúne todas as condições para manter os exemplares conservados, devidamente acondicionados.
"Algo que sempre tive muito claro para mim desde que comprei O ECO era que o arquivo do jornal não me pertencia, que era um patrimônio da comunidade. Formalizar essa doação me dá uma alegria imensa. É como se eu estivesse cumprindo uma missão que me foi dada lá atrás. Porque sabemos que não é só o jornal em si. Temos a consciência de que tudo que está registrado em suas páginas, a partir do momento em que "perde a validade" na banca, ganha a validade para a história. Eu tinha que ser grato com essa história e devolver a história da cidade para a cidade", ressalta.
Rocha também destaca que a entrega do acervo, que será totalmente digitalizado para no futuro ser disponibilizado para pesquisas e consultas, marca o início das ações previstas para as comemorações dos 80 anos de O ECO, que serão completados no dia6 de fevereiro de 2018.
"É um momento significativo que inicia as diversas atividades que estamos planejando para o ano que vem. Pretendemos iniciar as comemorações dos 80 anos do jornal no dia 6 de fevereiro do ano que vem e encerrar no dia 6 de fevereiro de 2018. Teremos um ano inteiro de atividades para enaltecer esse momento", completa.
A diretora responsável pelo jornal O ECO, Conceição Giglioli Carpanezi, avalia que além da preservação do acervo físico, a digitalização de todo este conteúdo também representa um marco para a perpetuação da história, pois o conteúdo poderá estar em breve disponível para a consulta de qualquer pessoa, como mais um instrumento de informação e pesquisa.
"O jornal esteve presente em todas as importantes transformações da história recente do país e de Lençóis Paulista. Passou por momentos como a Segunda Guerra Mundial, a era Getúlio Vargas, a ditadura militar, entre tantos outros. Consultando o acervo também podemos observar os costumes de cada época, as mudanças na grafia da língua portuguesa, o surgimento de empresas antigas da cidade. É uma fonte inesgotável de estudo, que vai estar disponível para qualquer pessoa que tiver interesse em pesquisar", destaca.
 
Acervo deve passar por um longo processo antes de ser digitalizado, diz Nilceu
O arquivo doado pelo jornal O ECO deve passar, nos próximos meses, por todo um trabalho de triagem, higienização e acondicionamento antes de ser liberado para a digitalização e posterior disponibilização para consulta nas plataformas digitais.
Segundo o diretor de Cultura, Nilceu Bernardo, a Biblioteca Nacional, situada no Rio de Janeiro, já teria, inclusive, demonstrado interesse em receber o conteúdo histórico para disponibilizá-lo, por meio de seu banco de dados, a leitores de todo o mundo.
Já nos próximos dias, os exemplares contidos no acervo devem começar a ser higienizados página por página e separados por ordem cronológica das edições. Nessa etapa, o material também passará por um processo de hidratação devido ao ressecamento do papel pela ação do tempo e, se necessário, serão feitos os devidos reparos. Após esse processo as edições serão acondicionadas em caixas confeccionadas especialmente para esta finalidade. Só depois de tudo isso feito, o conteúdo estará disponível para a digitalização.
O processo, por requerer bastante cuidado e dedicação, deve levar um certo tempo para ser concluído e envolver o trabalho de várias pessoas, mas Bernardo destaca que o esforço será recompensador. "Para a história da cidade ter um acervo completo de um dos jornais mais antigos do país é algo que não tem preço. Esse é um desejo antigo que felizmente está sendo concretizado agora. Para gente é um momento de festa e também de desafio, pois assumimos agora a responsabilidade de zelar pela integridade de todo esse material e cuidar para que essa história presente nas páginas do jornal O ECO se perpetue", finaliza.
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