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Sem terra fazem manifestação na Prefeitura de Agudos
Grupo reivindica melhorias no transporte escolar da zona rural e cobra a conclusão das obras de reforma e ampliação
Sem terra fazem manifestação na Prefeitura de Agudos
OCUPADA - Crianças do MST ocuparam o saguão da Prefeitura de Agudos e, ao lado dos pais - Foto: Elton Laud/ O ECO
Entre o final da manhã e o início da tarde da última quinta-feira (30), um grupo de cerca de 50 integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) se reuniu na Prefeitura Municipal de Agudos para reivindicar melhorias no transporte escolar da zona rural da cidade. Problemas com veículos e estradas estariam afetando cerca de 100 estudantes que residem nos assentamentos e outras propriedades rurais e necessitam do transporte para se deslocar até escolas do distrito de Domélia
A coordenadora do grupo, Claudete Pereira de Souza, disse à reportagem que além das condições precárias das peruas e micro-ônibus, que quebram constantemente, a quantidade de veículos seria insuficiente para atender a demanda, o que estaria causando a superlotação e obrigando a cobertura de uma área maior por cada um, fazendo algumas crianças terem que sair de casa até três horas antes do início das aulas.
Segundo ela, outro problema seria as condições das estradas, que ficam intransitáveis em dias de chuva e impedem o acesso aos assentamentos. Alguns alunos teriam ficado sem aula por uma semana por falta de transporte. O grupo também reivindica a conclusão da reforma da escola EE Maria Bataglin Delázari, que teria sido iniciada a mais de dois anos, mas estaria praticamente parada.
"São muitas as reivindicações que viemos aqui apresentar. São problemas que estão afetando a vida de muitos alunos e esperamos que a prefeitura tome as providências. Do contrário, vamos acionar o Ministério Público", adianta.
Sobre a questão da escola, o Secretário de Educação de Agudos, Valdemir Rodrigues de Melo negou que as obras estejam paradas e disse que apenas estão em "ritmo lento". Ele alega que houveram falhas em alguns pontos do cronograma feito pela empresa que venceu a licitação, que deveria ter feito a ampliação antes da reforma, mas procedeu da forma inversa, comprometendo tanto o andamento da obra quanto o funcionamento da escola.
"Tivemos problemas com a empresa e com o repasse de verbas do convênio feito com a Secretaria de Educação do Estado. A obra de fato esteve parada, mas as medidas para que seja concluída já estão sendo tomadas", diz.
Já em relação ao transporte, Gildo Comin, coordenador do setor de transporte escolar rural da prefeitura de Agudos, revela que existem atualmente dois micro-ônibus e seis peruas cobrindo a região do distrito de Domélia, número suficiente, segundo ele, para atender a necessidade.
Quanto às quebras de veículos, ele alega que as manutenções são feitas constantemente e que os veículos passam por vistorias todos os semestres no Detran, mas que não é possível ter controle sobre danos causados pelo próprio uso. Sobre as estradas e pontes ele disse que reparos também são feitos nesse sentido, mas muitas vezes a chuva causa estragos na zona rural e impede o acesso aos assentamentos.
São vários problemas que podem ser solucionados ou minimizados. Temos que ver o que pode ser feito para melhorar dentro de nossas possibilidades. Os manifestantes foram convidados a participar de uma reunião, onde todos poderão expor as dificuldades. Vamos fazer o possível para melhorar a situação", conclui.
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