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Com 40% da cana colhida, safra deve fechar com saldo positivo
Com preço do açúcar e etanol em alta, expectativa é de que saldo seja melhor do que nos últimos cinco anos
Com 40% da cana colhida, safra deve fechar com saldo positivo
A TODO VAPOR Pedro Luís Lorenzetti fala da safra canavieira e diz que cenário atual indica que saldo pode ser positivo - Foto: Arquivo/OECO
Com estimativa de produção recorde de 9,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, a safra canavieira que começou em março segue a todo vapor apesar da instabilidade climática que vem dificultando a colheita e fez com que o ATR acumulado apresentasse queda de 3% em relação ao ano passado. No contraponto, os produtores esperam fechar a safra 2016/2017 com saldo positivo, o que não acontece há cinco anos. A aposta do setor está nos preços do açúcar e do etanol que estão em um patamar melhor do que nos últimos anos para este período. Até junho foram colhidas 3,5 milhões de toneladas de cana, o que corresponde a 40% do total.
“Este cenário nos dá um indicativo que a safra vai ter preços melhores, mas é preciso lembrar que existe um período de quatro, cinco anos em que o setor se endividou. Se a expectativa de saldo positivo se confirmar, vamos começar a pagar um pouco desse passivo”, diz Pedro Luís Lorenzetti, diretor de Relações Institucionais da Ascana.
Se por um lado o preço dos produtos finais está se recuperando, por outro os produtores precisam driblar as dificuldades enfrentadas nos canaviais. De março, quando a safra começou, a junho, os produtores precisaram lidar com período de seca, chuva em excesso e até geada. “Quando as condições climáticas permitem a colheita vai de vento em popa e as usinas São José e Barra Grande estão batendo recordes frequentes de moagem diária. Mas o tempo não influencia só na colheita, infelizmente, interfere no teor de sacarose da cana”, diz Pedro Luís.
A safra 2016/2017 tem estimativa de produção de 9,3 milhões de toneladas de cana, que se confirmada será um recorde de produção. Entretanto, não dá para assegurar neste momento que toda a produção será colhida. Caso chova muito no segundo semestre, o trabalho fica comprometido.
Pedro Luís explica que a chuva mal distribuída altera todo o processo de produção. “Este ano foi bem em março e abril, porém tivemos 40 dias de seca, depois 15 dias de chuva, que parou a moagem, e em seguida uma geada de dois dias (12 e 13 de junho) que foi mais séria nos canaviais de Lençóis”, explica o diretor. A logística da colheita também foi alterada porque a cana que pegou geada teve que ser colhida primeiro.
A boa notícia é que a produtividade dos canaviais está acima da estimativa e a ruim é que os produtores enfrentam uma queda na quantidade de ATR (Açúcar Total Recuperável), que é efetivamente o que dá preço quando a cana entra na usina. Trocando em miúdos, é a quantidade de açúcar por tonelada de cana.
Pedro Luís explica que a produtividade foi de 86,6 toneladas de cana por hectare no acumulado até junho. Isso significa 2% acima da estimativa inicial que era de colher 84,8 toneladas de cana por hectare.
Já a queda da quantidade de ATR está sendo registrada em todo o Estado de São Paulo em função do clima. “No ano passado choveu muito e fizemos o plantio tardiamente, que foi até setembro com a safra já em andamento. A safra terminou no dia 10 de dezembro e começamos a colheita este ano em março, isso fez com que a cana tivesse um tempo menor de vegetação da cultura e isso diminui o teor de açúcar”, explica. Até junho, o ATR acumulado era de 120 kg, que dá uma queda de aproximadamente 3% em relação ao ano passado e faz uma projeção de que a ATR acumulada deste ano não deve atingir os números do ano passado.
“Apesar dos fatores climáticos, que não temos controle, a safra deste ano está indo muito bem, com segurança e sem outros problemas. Esperamos finalizar o trabalho em dezembro com tudo transcorrendo dentro da normalidade”, finaliza Pedro Luís.
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