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Ladrões explodem caixa eletrônico que não tinha dinheiro
Quadrilha foi presa no pedágio de Agudos eo chefe do bando disse que tentava o roubo para pagar extorsão a policiais
Ladrões explodem caixa eletrônico que não tinha dinheiro
Cerco policial no pedágio de Agudos prendeu quadrilha fortemente armada que explodiu caixa eletrônico em Cabrália
Nove ladrões que durante a madrugada explodiram o caixa eletrônico do Banco do Brasil e colocaram explosivos, mas – por alguma razão – não os detonaram, na agência do Bradesco, em Cabrália Paulista, foram presos na manhã de quinta-feira no pedágio da rodovia Marechal Rondon, em Agudos. Por volta das 3 horas da manhã, eles chegaram a Cabrália ocupando um Astra e um Voyage. Depois de atacar os bancos, trocaram os veículos por um ônibus fretado com placas de Sumaré (na região de Campinas) e com ele fugiam quando, na altura de Piratininga, começaram a ser acompanhados pelo TOR (Tático Ostensivo Rodoviário). O motorista não atendeu à ordem de parada e entrou pela rodovia Marechal Rondon, na direção interior-capital. O cerco policial foi armado no pedágio, onde o veículo foi interceptado. 
Ao perceberem que estavam cercados, oito ocupantes do ônibus – inclusive o motorista – desceram do veículo e se entregaram, dizendo não haver mais ninguém. Quando o sargento Gustavo Acosta Jorge entrou no veículo para revistá-lo foi recebido a bala pelo nono assaltante, que ali permanecia. Revidou o tiro e ali começou uma negociação para que o bandido – Rodrigo Lopes Araújo, de 34 anos – se entregasse. Ele exigiu a presença da imprensa, falou com seu advogado, jogou pela janela dois fuzis, uma espingarda 12, uma pistola, carregadores, munições, coletes e seu celular. Ao final de 5 horas de negociação e espera, entregou-se. 
Ao revistar o ônibus, a polícia ali encontrou seis gavetas de terminais do BB, todas vazias. O GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) veio da capital para desmontar as bombas instaladas no Bradesco. Os nove presos foram recolhidos ao Centro de Detenção Provisória de Bauru e a polícia investiga sua possível participação em outros assaltos e explosões de caixas eletrônicos na região. Rodrigo Lopes Araújo é morador em Campinas, condenado por roubo e estava foragido. Os outros presos são Adolfo Martins da Silva, 30 anos, morador em Sumaré, sem antecedentes criminais; Adriano Oliveira de Menezes, 32 anos, de Campinas, com passagem por formação de quadrilha; HagabeHarimOlimpio da Silva, 22 anos, de Sumaré, acusado de furto e roubo; Jackson Dias São Miguel, 21 anos, de Sumaré, sem antecedentes; João Batista Lopes Martins, 35 anos, de Sumaré,com passagem por roubo; Julio Cesar Silva de Paula, 28 anos, de Campinas, com passagem por roubo; Marco Antonio da Silva Oliveira, 22 anos, de Hortolândia, com passagens por roubo e receptação; e Renan Nepomuceno da Siva, 25 anos, de Nova Odessa, com passagem por furto.
EXTORSÃO
Antes de render-se, durante a negociação, Rodrigo disse aos policiais que explodiu o caixa eletrônico para pagar R$ 400 mil para policiais de São Paulo que o estariam extorquindo sob a ameaça de envolvê-lo em crimes que não cometeu. Disse já ter dado R$ 150 mil e que mesmo assim seus carros foram apreendidos. O delegado Marcos Mourão, diretor do Deinter-4, disse que Rodrigo citou o nome de dois policiais e que esses servidores são os responsáveis pela investigação de sua participação em crimes na região de Campinas, e já reuniram provas suficientes para a instrumentalização de sua prisão preventiva. Os informes, no entanto, serão apurados pela Corregedoria da Polícia Civil.
O capitão Paulo Valentim disse, ao final da operação, no pedágio, que a Polícia Militar já tem no histórico ocorrências dessa natureza onde os ladrões utilizam ônibus para a fuga. “Chamou a atenção dos nossos policiais o ônibus com placas de Sumaré e a abordagem nos deu a certeza de que ali estavam os autores do ataque aos bancos de Cabrália Paulista; a partir daí foi só abordá-lo e, na sua negativa de parada, interceptá-lo no pedágio e fazer as prisões, inclusive a negociação da rendição daquele que é o chefe do bando” ,disse. 
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