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Oswaldo Estrella morre aos 73 anos
Contador ficou conhecido por captar dinheiro e pagar juros maiores que o de mercado
Faleceu nesta segunda-feira, 11 de julho, em Curitiba, no Paraná, o contador Oswaldo Estrella, aos 73 anos. Ele estava internado no Hospital Erasto Gaertner se tratando de um câncer. A morte foi divulgada através de mensagens nas redes sociais na noite desta segunda-feira. 
A reportagem do jornal O ECO entrou em contato com a Funerária Santa Cecília, que confirmou o falecimento. Amigos próximos do contador confirmaram sua morte. O corpo de Oswaldo Estrella foi sepultado nesta terça-feira (12), às 13h, no Cemitério Municipal Francisco de Paula, em Curitiba.
Oswaldo Estrella ficou conhecido por operar um sistema ilegal de investimentos, que foi encerrado em 2004, após uma operação do Ministério Público, Polícia e Receita Federal no Centro de Lençóis Paulista, onde ele mantinha um escritório. Suas contas foram bloqueadas.
Posteriormente o caso foi remetido ao Ministério Público e Judiciário local, que investigaram os negócios de Estrella e apuraram que tratava-se de "pirâmide". O então promotor de Justiça de Lençóis Paulista, Henrique Ribeiro Varonez, e o juiz Mário Ramos dos Santos estiveram à frente do caso.
A Justiça estimou que o contador havia movimentado cerca de R$ 160 milhões. Oswaldo Estrella teve decretada sua insolvência civil em agosto de 2006. Considerado um caso complexo, porque envolvia mais de 2,5 mil pessoas, o processo teve várias ocorrências. Entre elas, a Justiça ter descoberto que o contador movimentou quase um milhão de reais após ser decretada sua insolvência pelo juiz de direito da 2ª Vara de Lençóis Paulista, Mário Ramos dos Santos. A ação de um advogado de Lençóis Paulista também conseguiu desbloqueio na conta de Estrella.
De acordo com o advogado da massa insolvente, José Ulysses dos Santos, três anos após a insolvência, ou seja, em 2009, foram ajuizadas 2080 habilitações (pessoas que pediram ressarcimento), que sem correção representavam pouco mais de R$ 131 milhões. Atualizado, o valor chegaria a R$ 161 milhões.
 
Devolução do dinheiro começou em 2010
Em novembro de 2010, a Justiça iniciou a devolução de cerca de 11% do que cada um investiu no Banco Estrella, como ficou conhecido. No dia 12 de novembro, na sala do Tribunal do Júri no Fórum local, ocorreu o sorteio da ordem em que os 240 advogados do caso Estrella receberiam as habilitações de seus clientes.
A devolução dos R$ 18,5 milhões aos aplicadores começou dia 22 de novembro com previsão de encerramento em 17 de dezembro de 2010. Entre 16 e 19 de novembro daquele ano a Justiça pagou as ações trabalhistas de ex-funcionários e honorários advocatícios, algo em torno de R$ 600 mil.
Cada advogado recebeu um número aleatório. A retirada dos números de 1 a 240 de uma urna determinou a data que os advogados foram atendidos na agência do Banco do Brasil que aceitou 100 habilitações por dia. 
Os aplicadores receberam 10,93% do valor aplicado, percentual apurado com base na divisão do total do crédito (R$ 169.111.015,97) com o valor bloqueado a ser devolvido (R$ 18,5 milhões).
Oswaldo Estrella captou dinheiro e pagou 7% de juros ao mês, índice bem superior ao mercado financeiro, até setembro de 2004, quando o Ministério Público Federal (MPF) e Polícia (PF) estiveram na cidade apreenderam documentos, computadores, paralisaram seus negócios e bloquearam cerca de R$ 12 milhões.
Em entrevista a rádio Difusora, Estrella chegou a alegar que pretendia retomar seus negócios e devolver o dinheiro aplicado. Pressionado por investidores, Oswaldo Estrella saiu da cidade e não retornou mais.
Em agosto de 2006 o juiz de direito Mário Ramos dos Santos decretou a insolvência civil de Oswaldo Estrella e da mulher dele, Constância, dando início ao processo que tramita há quatro anos, envolve mais de 2 mil pessoas e não tem previsão para terminar.
Mesmo devolvendo R$ 19 milhões aos ex-funcionários e ex-investidores, a Justiça ainda manteve à época cerca de 1,5 milhão bloqueados. Existiam ações no Tribunal de Justiça (TJ) e imóveis a serem arrematados em leilão, avaliados em cerca de R$ 550 mil, valor que será rateado entre os investidores quando o caso Estrella for definitivamente encerrado. A morte do contador não afeta o prosseguimento das ações.
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